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Piedade,23/10/2026

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Menopausa não se resume aos hormônios: o que muda no metabolismo, no sono e na composição corporal

No mês da conscientização sobre a menopausa, o médico Diego Hubner explica como essa transição pode afetar gordura, músculo e sono

Fernanda Marques - Assessoria de Comunicação
Menopausa não se resume aos hormônios: o que muda no metabolismo, no sono e na composição corporal Foto: Divulgação

A menopausa costuma ser associada apenas à queda dos hormônios e aos sintomas mais conhecidos, mas seus efeitos vão além. A transição, que em geral ocorre entre os 45 e os 55 anos e é confirmada após 12 meses sem menstruação, pode estar associada a mudanças na distribuição de gordura, na massa muscular, na qualidade do sono, na disposição e até na forma como a mulher percebe o próprio corpo. Em outubro, mês dedicado à conscientização sobre a menopausa, o médico Diego Hubner, da Clínica Hubner, explica como esses fatores se relacionam sob o olhar da nutrologia e do metabolismo.

“Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo que não mudaram a alimentação nem a rotina, mas o corpo mudou. Essa é uma queixa frequente e legítima, e ela tem explicações metabólicas que merecem ser investigadas”, afirma o médico.

Gordura, músculo e composição corporal

Estudos de acompanhamento de longo prazo, como o SWAN (Study of Women's Health Across the Nation), observaram que, ao longo da transição menopausal, há tendência de aumento da gordura corporal e de redução da massa magra, com maior acúmulo na região abdominal. Isso significa que o peso na balança pode até permanecer parecido, enquanto a composição corporal muda: há mais gordura, principalmente a visceral, e menos músculo.

“A gordura abdominal e a perda de massa muscular importam mais do que o número da balança, porque estão ligadas ao risco cardiometabólico e ao gasto de energia do organismo. Por isso, a avaliação da composição corporal ajuda a enxergar o que o peso sozinho não mostra”, explica Diego Hubner.

O papel do sono e da disposição

O sono é outro ponto de atenção. A fase da transição está frequentemente associada a um sono mais fragmentado e menos reparador, e a privação de sono pode interferir na regulação do apetite, na vontade de consumir alimentos mais calóricos, na recuperação muscular e no controle metabólico. Com menos energia e disposição, tende a ficar mais difícil manter a atividade física e a rotina alimentar, o que cria um ciclo que pode favorecer o ganho de gordura e a perda de massa muscular.

Esse conjunto de mudanças também costuma afetar a percepção do próprio corpo. Roupas que já não servem como antes, a sensação de inchaço e a dificuldade de responder às estratégias que funcionavam em outras fases da vida podem gerar frustração e insegurança.

“Não é falta de força de vontade. O organismo está em uma nova fase metabólica, e o plano precisa ser ajustado a ela. Entender o que está acontecendo é o primeiro passo para cuidar de forma segura e sem culpa”, destaca o médico.

Quando buscar avaliação individualizada

Segundo Diego Hubner, alguns sinais justificam procurar um médico para uma avaliação individualizada. Entre eles estão o aumento da circunferência abdominal sem mudança nos hábitos, a perda de força ou de massa muscular, o sono ruim de forma persistente, o cansaço e a queda de disposição no dia a dia, e alterações em exames metabólicos, como glicemia e colesterol. A avaliação pode incluir a análise da composição corporal, dos hábitos alimentares, do sono, da atividade física e do histórico de saúde, para definir um plano adequado a cada mulher.

“Cada mulher vive essa fase de um jeito. Não existe fórmula única, e a conduta deve ser definida depois de uma avaliação, com acompanhamento profissional”, reforça.

Diego Hubner é médico, idealizador, responsável técnico e líder clínico da Clínica Hubner, em São Paulo. Com formação em nutrologia, pós-graduação em Nutrologia da Mulher pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e aprofundamento em Medicina do Estilo de Vida pelo Hospital Israelita Albert Einstein, atua no manejo metabólico, no emagrecimento, na composição corporal, na performance e na longevidade, sempre com planejamento individualizado para cada paciente.

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