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Piedade,15/05/2026

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PF mira médico de Sorocaba em nova fase de operação contra venda ilegal de emagrecedores

Venda ilegal de substâncias emagrecedoras têm se tornado frequentes nas páginas pol7cais

Jornal Cruzeiro
PF mira médico de Sorocaba em nova fase de operação contra venda ilegal de emagrecedores Foto: AFP - Reprodução Jornal Cruzeiro do.Sul

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Slim, que aponta um médico de Sorocaba como o principal alvo de uma investigação sobre a importação e fabricação clandestina de medicamentos para emagrecimento. Durante a ação, que ocorreu em abril deste ano, as autoridades apreenderam bens de alto valor ligados ao profissional, incluindo veículos de luxo e uma aeronave.

O foco da investigação é desarticular uma organização criminosa que operava no mercado irregular de semaglutida e tirzepatida. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apenas medicamentos da farmacêutica Novo Nordisk (como Ozempic e Wegovy) e da Eli Lilly (Mounjaro) possuem registro oficial no país. Embora existam 16 novos pedidos de registro em análise, a Anvisa reforça que qualquer venda sem aprovação prévia é ilegal, pois o órgão precisa validar critérios rigorosos de segurança e fabricação.

Produção irregular e riscos à saúde

A PF identificou que o grupo utilizava a estrutura de uma farmacêutica para produzir substâncias em larga escala, o que é proibido para farmácias de manipulação — estas devem atender apenas necessidades individuais e personalizadas. Além do volume ilegal, as condições de fabricação eram consideradas precárias pela corporação.

"A investigação identificou que o grupo realizava envase, rotulagem e distribuição do produto de forma irregular, sem garantias de esterilidade ou rastreabilidade", informou a Polícia Federal.

O esquema utilizava o marketing digital para convencer consumidores de que a produção em série dessas substâncias era permitida. No total, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

Repercussão em Sorocaba

O caso ganha um contorno político e econômico na região, já que um dos sócios da empresa investigada havia anunciado, em 2024, a instalação de uma fábrica de "genéricos do Ozempic" no Parque Tecnológico de Sorocaba. Na época, o projeto previa um investimento de R$ 60 milhões e a criação de 300 empregos, contando inclusive com o apoio público do prefeito Rodrigo Manga.


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