PF mira médico de Sorocaba em nova fase de operação contra venda ilegal de emagrecedores
Venda ilegal de substâncias emagrecedoras têm se tornado frequentes nas páginas pol7cais
Foto: AFP - Reprodução Jornal Cruzeiro do.Sul A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Slim, que aponta um médico de Sorocaba como o principal alvo de uma investigação sobre a importação e fabricação clandestina de medicamentos para emagrecimento. Durante a ação, que ocorreu em abril deste ano, as autoridades apreenderam bens de alto valor ligados ao profissional, incluindo veículos de luxo e uma aeronave.
O foco da investigação é desarticular uma organização criminosa que operava no mercado irregular de semaglutida e tirzepatida. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apenas medicamentos da farmacêutica Novo Nordisk (como Ozempic e Wegovy) e da Eli Lilly (Mounjaro) possuem registro oficial no país. Embora existam 16 novos pedidos de registro em análise, a Anvisa reforça que qualquer venda sem aprovação prévia é ilegal, pois o órgão precisa validar critérios rigorosos de segurança e fabricação.
Produção irregular e riscos à saúde
A PF identificou que o grupo utilizava a estrutura de uma farmacêutica para produzir substâncias em larga escala, o que é proibido para farmácias de manipulação — estas devem atender apenas necessidades individuais e personalizadas. Além do volume ilegal, as condições de fabricação eram consideradas precárias pela corporação.
"A investigação identificou que o grupo realizava envase, rotulagem e distribuição do produto de forma irregular, sem garantias de esterilidade ou rastreabilidade", informou a Polícia Federal.
O esquema utilizava o marketing digital para convencer consumidores de que a produção em série dessas substâncias era permitida. No total, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.
Repercussão em Sorocaba
O caso ganha um contorno político e econômico na região, já que um dos sócios da empresa investigada havia anunciado, em 2024, a instalação de uma fábrica de "genéricos do Ozempic" no Parque Tecnológico de Sorocaba. Na época, o projeto previa um investimento de R$ 60 milhões e a criação de 300 empregos, contando inclusive com o apoio público do prefeito Rodrigo Manga.





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