Operação contra quadrilha especializada em golpes financeiros
Esquema criminoso fez vítimas em três estados
Foto: Divulgação A Polícia Civil de Sorocaba, por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou nesta quinta-feira (06/8) a operação “Rede Oculta”, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Praia Grande, São Vicente, Cubatão, Fortaleza (CE) e Manaus (AM).
A ação mira uma associação criminosa especializada em aplicar golpes financeiros contra estabelecimentos comerciais. Segundo as investigações, o grupo agia de forma estruturada, utilizando ferramentas tecnológicas para obter acesso indevido a contas bancárias das vítimas e promover a rápida pulverização dos valores subtraídos, estratégia que dificultava tanto o rastreamento do dinheiro quanto a identificação dos envolvidos.
O inquérito teve início após um escritório de despachante sediado em Sorocaba registrar um golpe que resultou em prejuízo financeiro significativo. De acordo com o apurado, a fraude começou com uma ligação telefônica, na qual um dos criminosos se passou por funcionário de instituição financeira e alertou a vítima sobre uma suposta movimentação fraudulenta na conta da empresa.
Em seguida, a vítima foi induzida a acessar um link que instalou um software malicioso em seu computador. O programa permitiu aos criminosos capturar as credenciais bancárias e obter acesso remoto ao sistema, viabilizando a realização de transferências eletrônicas não autorizadas.
Ao longo da investigação, a polícia civil conseguiu identificar os responsáveis pela execução direta da fraude, ou seja, aqueles que efetivamente operavam o golpe e movimentavam os valores desviados.
Durante a operação desta quinta-feira, três integrantes da associação criminosa foram presos, nas cidades de Cubatão e Praia Grande. Um quarto investigado, apontado como o principal destinatário de parte significativa dos valores desviados, está foragido.
Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de reunir novos elementos de prova e aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo.





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